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ARTIGOS
31/03/2026
Música Sertaneja: Chiquinho
Amigo (a) amante da música sertaneja, hoje escrevi sobre o irmão de Tonico e Tinoco, o humorista, músico e cantor Chiquinho, agradecendo nossa amiga Sandra Peripato pelo apoio e pesquisas.
Francisco Perez, o Chiquinho, nasceu em Botucatu, no interior do estado de São Paulo, em 05 de fevereiro de 1926.
Irmão da mais famosa dupla sertaneja de todos os tempos, Tonico e Tinoco.
Chiquinho na verdade não esperava ser artista. Tudo aconteceu por acaso, quando estava na Rádio Tupi, ainda no tempo do famoso “Arraial da Curva Torta”, apresentado por Capitão Furtado, quando Tinoco chegou apressado minutos antes do programa entrar no ar, e chamou Chiquinho dizendo que ele iria cantar com ele, pois o Tonico havia adoecido e não pode comparecer. Ensaiaram um número e tudo saiu direitinho.
Tonico viu-se obrigado a afastar por um tempo das atividades artísticas e Chiquinho o substituiu.
Logo depois parou de cantar profissionalmente por seis anos, passando a cuidar apenas do trabalho de secretário de seus irmãos Tonico e Tinoco.
Em 1955, Tonico e Tinoco acharam excelente a ideia que o Zé Tapera teve em formar dupla com Chiquinho. Foi aí então que surgiu a dupla Zé Tapera e Chiquinho. Começaram a atuar ao lado de Tonico e Tinoco, que foram seus grandes incentivadores.
Gravaram seu primeiro disco de 78 rpm em 1957, pela Gravadora Todamérica, com as músicas “Artista de Circo” e “Coração Sem Dono”. Depois passaram a gravar pela Continental. Gravaram um total de 6 discos de 78 rpm.
Participavam dos famosos espetáculos da Companhia de Tonico e Tinoco, fazendo em suas peças a parte cômica.
A dupla Zé Tapera e Chiquinho se desfez no início da década de 60.
Zé Tapera seguiu sua carreira formando outras duplas, e Chiquinho mais uma vez substitui Tonico, que teve que se afastar da carreira artística durante três anos, para se tratar dos pulmões em Campos de Jordão. Chiquinho o substituiu nos programas de rádio, nos shows e até mesmo nas gravações. Sempre teve participação marcante nos filmes de seus irmãos.
Em 1970, em sociedade com o radialista Carlito Martins, montou um circo, onde por muitos anos trouxe alegria para o público amante da música sertaneja raiz, desfazendo-se dele em 1982.
Chiquinho continuou trabalhando com seus irmãos Tonico e Tinoco, até que por problemas de visão, teve que parar de viajar, agravando assim sua saúde.
Chiquinho faleceu em 30 de julho de 1996, vítima de infarto.
Semana que vem tem mais curiosidades e histórias da nossa música sertaneja e cultura caipira.
(*) LUIZ HENRIQUE PELÍCIA (Caipirão) tem o programa “Clube do Caipirão” transmitido para mais de 500 rádios em todo o Brasil diariamente. Apresenta de segunda a sábado das 04h às 08h da manhã o programa “Diário no Campo” pela FM DIÁRIO 89,9 de São José do Rio Preto/SP. Caipirão escreve às terças-feiras para o jornal DIÁRIO DE PENÁPOLIS.
Luiz Henrique Pelícia (Caipirão) (*)
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