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CIDADE & REGIÃO

11/08/2019

Tempo seco: Penápolis tem menos chuva no primeiro semestre de 2019

Imagem/Arquivo DIÁRIO
Detalhes Not�cia
Falta de chuvas e baixa umidade podem gerar transtornos com queimadas, causando riscos em rodovias e problemas de saúde nas pessoas

DA REPORTAGEM

A cidade de Penápolis registrou uma quantidade menor de chuvas durante o primeiro semestre de 2019 em comparação ao mesmo período de 2018. O levantamento foi feito junto aos dados pluviométricos divulgados pelo Departamento de Água e Esgoto de Penápolis, o Daep. De janeiro a junho deste ano foram apenas 431,8 milímetros de chuva na cidade, enquanto que nos seis primeiros meses de 2018 foram registrados 455,2 milímetros.
Durante todo o ano de 2018, também de acordo com o levantamento realizado pelo Daep, já havia tido o menor índice de chuvas dos últimos quatro anos, com 1.147,2 milímetros, sendo este o menor registro desde 2014, quando choveu pouco menos de 974 milímetros.
Ainda de acordo com o levantamento feito neste ano de 2019, a cidade registrou 39 dias de chuvas. Deste total, o mês em que houve maior número de dias foi o de março, com 12 dias de chuva durante todo o mês. Foi ainda em março que a cidade teve maior volume em um único dia. Em 15 de março choveu 34,3 milímetros.
Apesar daquele mês ter registrado o maior volume em um único dia, foi em fevereiro em que a cidade teve um maior volume de chuvas acumuladas. Durante todo o mês de fevereiro foram 138,5 milímetros. Os números sobre a chuva neste primeiro semestre de 2019 são menores quando comparados ao mesmo período de 2018. Para se ter uma ideia, o período registrou um total de 40 dias de chuvas. Dentre estes dias, 31 de janeiro foi o que teve maior precipitação no município, com 55,9 milímetros em um único dia.
Foi em janeiro também que a cidade teve o maior número de dias com chuva, sendo registrados 17 dias, totalizando 225,8 milímetros somente naquele mês, considerado o mais chuvoso daquele semestre.

Temperatura
Essa diminuição na quantidade de chuvas no primeiro semestre deste ano pode estar relacionado ao aumento na temperatura média registrada na cidade e também constatado através do levantamento feito pelo Daep.
A reportagem apontou que a média de temperatura de janeiro a junho deste ano foi de 26,4ºC, ou quase um grau a mais do que a média do mesmo período de 2018, que foi de 25,6ºC.
De acordo com o levantamento, apenas os meses de março e junho tiveram temperaturas médias menores comparadas ao mesmo período de 2018. 
O mês de janeiro foi o mês com maior média de temperatura neste ano de 2019, quando a média foi de 30,5ºC, cerca de dois graus a mais do que o registrado no mesmo mês de janeiro de 2018.

Estiagem
O tempo seco, com baixa umidade do ar, pode gerar diversos problemas respiratórios às pessoas. Além disso, as queimadas também podem incomodar e causar transtornos. O assunto é sempre lembrado pela reportagem do DIÁRIO e alertado pelo Corpo de Bombeiros. Mesmo assim, a falta de cuidados e consciência de algumas pessoas continuam a gerar reclamações, principalmente quando as queimadas cobrem a cidade com fuligens que, além de sujeira, causam problemas de saúde.
Geralmente as queimadas são ocasionadas por imprudência ou descaso em situações relacionadas. 
Segundo o Corpo de Bombeiros, o uso indevido do fogo pode gerar consequências catastróficas ao meio ambiente e ao ser humano.
Segundo os Bombeiros, existem ainda outros potenciais riscos quando o assunto é a manipulação de fogo, seja através de pontas de cigarros, manifestações religiosas com uso de velas, fogueiras para acampamentos, queima de lixo e outros materiais descartados, prática comum que muito contribui para os incêndios. 
O Corpo de Bombeiros de Penápolis ressalta que o uso do fogo é proibido por lei, seja nos terrenos urbanos ou na área rural. Tal ato também é previsto como crime ambiental, passível de sanções administrativas e cíveis. 
Os bombeiros alertam que os incêndios causam severos impactos ambientais, destruindo as florestas, a biodiversidade, reduzindo a fertilidade do solo, afetando as questões climáticas, além de causar um descontrole na questão da fauna e seus habitats. O problema da queimada vai além, potencializando os efeitos da poluição e afetando a saúde da população, crianças e idosos são os que mais sofrem com problemas respiratórios.
Somente em 2018, o Corpo de Bombeiros de Penápolis atendeu 247 casos de incêndio em vegetação.

Dicas
Para evitar esses problemas, o Corpo de Bombeiros alerta que é importante nunca jogar pontas de cigarro em locais inapropriados, principalmente nas rodovias próximas de vegetações. 
Evitar fogueiras também é fundamental, já que as fagulhas podem ser levadas pelo vento, espalhando as chamas. Crianças jamais deverão manusear equipamentos que produzam calor, bem como é importante não soltar fogos de artifício próximo de áreas florestais ou de potencial risco e também de outras vegetações propensas ao incêndio. Nunca queime lixo ou o mato dos lotes urbanos. Em casos como este, o cuidado com o manuseio de velas deve ser redobrado.
Outra recomendação importante, para quem vive em áreas rurais, é manter a propriedade sempre limpa. Capinar as cercas e divisas da propriedade constituindo um espaço seguro, também é fundamental para evitar que o incêndio de áreas vizinhas se alastre pela sua propriedade. 
Para mais informações, o Corpo de Bombeiros disponibiliza uma página na internet com estas e outras recomendações: www.ambiente.sp.gov.br/cortafogo .

(Rafael Machi)

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