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CIDADE & REGIÃO

11/06/2019

Sem acordo: Médicos recusam proposta e iniciam greve na Santa Casa

Imagem/Rafael Machi
Detalhes Not�cia
Médicos da Santa Casa recusaram proposta do hospital e iniciam greve a partir de hoje

DA REPORTAGEM

Os médicos da Santa Casa de Penápolis que aderiram às reivindicações feitas na semana passada exigindo pagamento de salários e também da produção médica confirmaram no fim da tarde desta segunda-feira (10) que o atendimento no hospital será paralisado a partir desta terça-feira (11) conforme já havia sido divulgado e noticiado pela imprensa local. 
A paralisação, inicialmente, estava prevista para ocorrer na última quinta-feira (06), mas os médicos adiaram o movimento atendendo pedido da administração da Santa Casa para que uma proposta fosse apresentada ao corpo clínico até ontem, o que foi feito por parte do hospital, mas sem a aceitação dos médicos, que decidiram parar a partir de hoje até que haja acordo entre as partes. Apesar disso, na semana passada, o prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira, havia afirmado que, mesmo havendo a paralisação de parte do corpo clínico, o atendimento seria mantido.
Segundo o que foi divulgado pela Prefeitura de Penápolis, a proposta apresentada pela administração da Santa Casa foi a de se realizar o pagamento de 50% do valor referente aos salários do mês de fevereiro de 2019 até o final desta semana. Segundo a prefeitura, o pagamento seria possível porque não seria feito o desconto de uma antecipação de repasse de R$ 100 mil.
Também faz parte da proposta encaminhada aos médicos o pagamento do trimestre julho-agosto-setembro de 2018 referente à produção dos médicos. Este pagamento também seria feito até o final desta semana com recursos referentes ao pagamento da Unimed.
Por fim, a Santa Casa também propôs ao corpo clínico o pagamento referente à produção dos meses de outubro, novembro, dezembro de 2018, além de janeiro e fevereiro de 2019. Este pagamento seria efetuado até o final do mês  de junho e os recursos também seriam provenientes do pagamento da Unimed.
Até o fechamento desta edição, a informação apurada junto à prefeitura e à administração da Santa Casa é a de que nenhuma resposta ainda havia sido informada pelo corpo clínico. Entretanto, a reportagem do DIÁRIO, havia obtido a informação, junto aos médicos, de que a proposta não seria aceita por eles. Isso porque não havia garantias de pagamentos dos salários dos plantões prestados referentes aos meses de março e abril, como também havia sido pedido por eles.
Os médicos confirmaram ainda de que, ainda no final da tarde de ontem, a paralisação havia sido comunicada ao Ministério Público.

Reivindicações
Em uma carta aberta, os médicos reivindicam pagamento de salários atrasados e também repasses da produção médica paga pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além da compra de medicamentos que estariam em falta.
A carta, assinada por mais de 20 médicos e direcionada à população de Penápolis e micro-região, à administração do hospital, à Prefeitura, à Promotoria Pública e ao Conselho Regional de Medicina (CRM), a mais de um ano os médicos vêm enfrentando dificuldades em relação aos pagamentos, sendo que no dia 31 de maio, eles receberam 50% dos plantões prestados ainda no mês de fevereiro. Já em relação à produção médica, a alegação é a de que não recebem desde junho de 2018, ou seja, há quase um ano. A carta faz referência ainda à falta de medicamentos, que alegam não ser possível completar tratamentos por conta da falta de antibióticos, por exemplo.

Garantia
Já em uma reunião feita na última sexta-feira (07) no Ministério Público, o prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira (sem partido) garantiu que, mesmo ocorrendo a paralisação por parte de alguns médicos, o atendimento no hospital está garantido.
Durante a reunião, o prefeito teria afirmado ao representante do Ministério Público que mesmo que ocorra a paralisação por parte de alguns médicos, que o atendimento será mantido, já que o hospital teria outros para atuarem no período.
Em seu programa semanal nas redes sociais, Oliveira já havia feito esta afirmação. “Temos uma escala de plantonistas. Mesmo que alguns médicos façam a paralisação vamos manter o atendimento através de mudanças nesta escala, garantindo o atendimento. A população pode ficar tranquila porque a Santa Casa não vai fechar”, afirmou o prefeito em seu programa.

(Rafael Machi)

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