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CIDADE & REGIÃO

25/10/2008

O Centenário de Penápolis (1908-2008) - (100 anos ou mais. Muito mais....)

Adolpho Avoglio Hecht

Pelo mês de Abril, o "Cacá" (Ricardo Alves Carneiro), cobrou-nos que escrevêssemos sobre nossa Penápolis, que já fora Santa Cruz do Avanhandava, e por um curto espaço de tempo, Afonso Pena.
Nós ainda brincamos dizendo, "mas escrever o quê!!". Dizer que nós a amamos, que devemos muito a ela, mesmo sendo uma "senhora centenária!".
Dizer que há mais de meio século nos acolheu de braços e coração abertos e ainda nos acalenta e embala nossos sonhos e esperanças? Ou ainda lembrar que progrediu de Vila e Distrito de Paz, subordinado a São José do Rio Preto, até 1910; depois a Bauru até 1914; depois Comarca em 1917 e mais...
Muitos já disseram até a exaustão sobre nossa Penápolis, mas...lembramo-nos com saudades as comemorações do Cinqüentenário (1958); a Banda dos Fuzileiros Navais; a inauguração do Cine São Joaquim;....
Não queremos e nem vamos ficar em citações históricas.
Conhecemos e amamos Penápolis, desde as "Marias Fumaças" que transpunham resfolegantes, os pouco mais de 20 km, entre Glicério e Penápolis, passando pelas Estações "Chaves" de Engenho Napoleão e Bonito; o Curso Normal no antigo Instituto de Educação; a reserva eterna do Nena, no Cap, o TG 35 dos instrutores, Sargentos Orlando Pedro Demoro e Alberto Bernardi; e depois em vindas constantes para esse ou aquele servicinho de parentes e amigos.
Penápolis sempre amiga e aconchegante. Penápolis de hoje e de ontem.
Modéstia jamais. Não somos modestos. Estranho-me em ter que escrever sobre esta cidade que nos adotou, nos viu jovem e nos vê envelhecer.
E vem agora nosso amigo Silas Reche de Freitas, intimar-nos a escrever sobre o Centenário de Penápolis.
Penápolis, esta senhora centenária é bem mais velha que os seus comemorados 100 (cem) anos de "Certidão de Nascimento". Penápolis surgiu após uma longa luta, árdua e dolorosa gestação, de cerca de meio século. Sua "Certidão de Nascimento" é de 25 de outubro de 1908. Não nos iludamos, pois sua gestação em ventre fecundo, vinha dos meados do século XIX.
Muito trabalho, muito suor, muito sangue, muitas esperanças e sonhos. Milhares de pioneiros por aqui chegaram com sonhos e esperanças, pelo correr do século XIX, e outros tantos pelo início do século XX. Muitos deles gravaram com "ferro e fogo" seus nomes na História de Penápolis, estão merecidamente lembrados em homenagens, ruas, praças, livros e libelos.
Escrevemos nossa homenagem aos pioneiros de primeiras horas, todos eles nominados em um pequeno livro que estará logo por aí, mas queremos encerrar esta mensagem, à Penápolis que trazemos "dia-a-dia", com uma dedicatória que o "Cacá" nos cobrou: Aos pioneiros anônimos que ajudaram a construir os primórdios de nossa Santa Cruz do Avanhandava (Penápolis), alicerçados em seus sonhos e esperanças, e que dormem o sono eterno dos esquecidos, pois jamais foram ou serão citados. Aos que não constam nas galerias históricas, não são lembrados para nomes de ruas; diplomas ou medalhas; em discursos ou honrarias. Aqueles que lutaram a boa e esperança luta, no entanto dura e árdua, e ajudaram a construir, desaparecendo no silêncio do anonimato. Pioneiros e pioneiras, heróis e heroínas, tanto quanto os demais.

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