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CIDADE & REGIÃO

21/05/2019

Luto na arte: Morre a museóloga Elizabeth Bergner, do Museu do Sol

Imagem/Reprodução Facebook
Detalhes Not�cia
Elizabeth Bergner foi a primeira e única diretora do Museu do Sol

DA REPORTAGEM

Morreu no último sábado (18), aos 73 anos, a diretora do Museu do Sol de Penápolis, Elizabeth Vicente Bergner Dias de Aguiar, conhecida como Beth Bergner. Ela lutava contra um câncer de pulmão e estava internada há dois dias na Santa Casa da cidade. Atendendo a um pedido dela, a família optou por não fazer velório, sendo que o seu corpo foi cremado na manhã nesta segunda-feira (20) em Araçatuba. Deixa três filhos e sete netos. 
Ela era formada na primeira turma da Funepe (Fundação Educação de Penápolis) em desenho e artes plásticas na década de 1970. Tinha especialização em arte de gravar, completando seu curso em Portugal, e, como artista, participou dos Festivais de Artes em Ouro Preto e de salões de artes em Penápolis, entre 1974 e 1985.  Foi professora de xilogravura na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis e na Faculdade Auxilium, em Lins. Dona Beth foi a primeira e única museóloga diretora do Museu do Sol em Penápolis, missão dada a ela pela artista Iracema Arditi, fundadora do primeiro Museu de Arte Naif da América do Sul, enquanto ainda instalado na capital paulista em 1972, antes de ser transferido para Penápolis.
Em suas redes sociais, Arditi lamentou a morte da amiga. “A conservadora do Museu do Sol em Penápolis que eu criei vai fazer muita falta à sua cidade de Penápolis. Descanse em paz amiga”, citou a artista. 
O pianista penapolense Silvano Reis que reside nos Estados Unidos, escreveu em sua página no Facebook : “Só quem conviveu de perto sabe o tamanho do coração, a grandeza da força, a caridade e amor incondicional que nossa querida Dona Beth compartilhara conosco. Não existem palavras para descrever o tamanho de nossa perda e dor, e gravou um vídeo ao piano “para a senhora, uma sincera prece em forma de música por um de seus compositores favoritos: Ave Maria de Schubert”. Que Deus providencie a todos os filhos, netos e familiares o auxílio para atravessar este momento tão doloroso”.

Museu
O Museu do Sol foi fundado em 1972 ainda em São Paulo composto de acervo representado por grandes artistas naifs brasileiros e estrangeiros. Em 1978, por iniciativa da fundadora, o Museu do Sol foi transferido para a Fundação das Artes de Penápolis e instalado no antigo prédio do Clube Penapolense, construído em 1925.
A coleção do Museu do Sol (obras tombadas e catalogadas) é exclusivamente de arte Naif, sendo a primeira coleção do gênero a ser formada na América Latina.  
Pinturas, desenhos, xilogravuras, esculturas e entalhes podem ser apreciados pelo visitante no Museu do Sol, compondo o panorama da Arte do Gênero Naif no Brasil.
Após permanecer fechado por três anos pelas dificuldades financeiras para a manutenção do prédio histórico, o Museu do Sol de Penápolis foi reaberto em agosto de 2014. Beth Bergner estava ainda à frente de uma grande reforma que vem sendo feita no prédio do museu para melhoria da conservação dos objetos expostos no local e também para  se tornar mais confortável aos visitantes.  “Nós possuímos um dos principais acervos de Arte Naïf do Brasil e mantê-lo preservado é nossa principal função. Por isso mesmo, reformas como essas se fazem necessárias para, além de dar conforto aos nossos visitantes, proporcionar a conservação de um importante prédio e das obras que aqui estão expostas”, afirmou dona Beth em matéria publicada pelo DIÁRIO em março deste ano.
O Conselho da Fundação das Artes de Penápolis, mantenedora do Museu, deve se reunir nas próximas semanas para definir questões sobre a nova diretoria do local.

(Rafael Machi)

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