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CIDADE & REGIÃO

23/06/2017

Encontro promove discussão sobre comércio em Penápolis

Imagem/Divulgação
Detalhes Not�cia
Durante o encontro foram discutidas ainda informações levantadas pelo FecomercioSP referentes à rotatividade em Penápolis

DA REPORTAGEM

Representantes dos Sindicatos do Comércio Varejista (Sincomércio) ligados à Coordenadoria Regional Norte pertencente à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira (22) em Penápolis para a discussão de assuntos ligados ao comércio local.
O encontro, que ocorreu na Vinícola Ferracini, reuniu representantes dos 14 sindicatos ligados à coordenadoria para a discussão de diversos assuntos relacionados ao comércio, tais como a conjuntura econômica, estudos sobre o novo Simples Nacional, entre outros. Entretanto, o principal assunto abordado pelos presentes foi sobre a Rotatividade do Emprego no Varejo.
A rotatividade, também conhecida como “turnover” é a movimentação de trabalhadores medida por determinado período, em relação ao estoque de vínculos celetistas de uma economia ou setor, em local específico.
De acordo com o economista Jaime Vasconcelos, diante da crise que vem vivendo o país e o comércio de forma geral, é importante destacar a rotatividade, já que ela representa custos na hora do recrutamento e seleção de candidatos. “Além de você ter custos administrativos para admissão, treinamentos e integração e também aos desligamentos, é atrelado ainda o fato de um colaborador já estabelecido no quadro de funcionários da empresa seja direcionado por uma ou duas semanas para aplicar treinamento básico a um novo colaborador admitido. Isto é, acrescenta-se aos custos de admissão e desligamentos, a “perda” das funções produtivas de um funcionário para temporariamente treinar outro”, explicou. 
Ainda segundo ele, esta é uma realidade comum nos dias de hoje, já que 97% das empresas são compostas por até 20 trabalhadores em seu quadro funcional. O cálculo anual da taxa de rotatividade, segundo o próprio Ministério do Trabalho, é obtido utilizando o menor valor entre o total de admissões e desligamentos sobre o total de empregos no 1º dia do período avaliado. Pesquisas da própria FecomercioSP mostraram que o comércio varejista possui uma das maiores taxas de rotatividade de mão de obra formal no Estado de São Paulo. Ficando por muitas vezes aos patamares mensais de 4% ou próximo aos 50% anuais. Como referência, os líderes são Construção Civil e Agropecuária, com taxas mensais que rondam, respectivamente, 6,5% e 4,5%.

Penápolis
Na cidade, a chamada rotatividade também atinge os setores. Seu ápice anual foi em 2013, aos 59,5%. Depois deste ano há uma queda para os 45,1% do ano passado. Em 2017, pelos dados disponíveis, não parece que o indicador será muito distinto dos dois últimos anos. Até abril deste ano, o número chegou a 12,56%, segundo levantamento feito pelo FecomercioSP.
Os dados apresentado durante o encontro revelaram também que, mesmo em queda, o mercado de trabalho celetista dos supermercados locais continua com maior taxa de rotatividade, 59,1% em 2016. Lojas de vestuário, tecido e calçados (47,3%) ficam logo atrás. Concessionárias de veículos possuíram ano passado menor valor percentual de movimentação de mão de obra celetista.
Vasconselos explicou também que a rotatividade, quando não justificada pelas sazonalidades de aumento de demanda, obras, colheitas, entre outros motivos para aumento temporário de trabalhadores, como em datas especiais como Natal, Dia das Mães, entre outros, é corrosiva à produtividade econômica. Exatamente pela burocracia e custo de se contratar ou se desligar, seja a pedido do trabalhador ou decisão do empregador. “Quando se tem esta rotatividade em datas como estas, podemos considerar como algo natural. Mas quando esta rotatividade cai, isso pode significar um mercado mais frio. Com a crise econômica, muitos funcionários deixam de pedir desligamentos para buscas novas oportunidades por conta do medo de não encontrá-las. É aí que temos esta queda na rotatividade. Se por um lado é bom, por que ela vai diminuir os gastos para os comerciantes, por outro é ruim por que ela vai indicar uma possível crise no mercado”, explicou.

Contramão
Para o Coordenador Regional Norte e Presidente do Sincomércio de São José do Rio Preto, Ricardo Eládio Arroyo, mesmo com a crise que vem havendo no comércio em todo o Estado, Penápolis ainda segue na contramão e vem se destacando na atuação do comércio local. “O comércio local tem se mostrado afetado pela crise, assim como em outros lugares, mas percebemos um nível menor do que em outros municípios. A recuperação desta cidade tem sido positiva, o que tem animador para os comerciantes”, destacou.
Para reforçar ainda mais esta recuperação, o Presidente do Sincomércio de Penápolis, Norberto Laranja, ressaltou a participação em encontros como este. “Esta é uma boa oportunidade para nos colocarmos a par da situação do comércio em nossa região. É a oportunidade para que o comerciante tenha direcionamento e saiba como lhe dar com uma situação crítica como tem sido esta crise dos últimos anos”, finalizou. 

(Rafael Machi/ Com informações FecomercioSP)

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