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CIDADE & REGIÃO

21/03/2019

Caso de apologia ao crime: Conselho ressalta que não houve invasão de escola

DA REPORTAGEM

O Conselho Tutelar de Penápolis está acompanhando o menino de 14 anos que teve a réplica de um fuzil e outros materiais apreendidos em sua residência na tarde de terça-feira (19) e que está sendo investigado pela Polícia Civil por apologia ao crime. O caso ganhou repercussão, o que abalou a família do garoto, que sempre o considerou um menino tranquilo.
Segundo o representante do Conselho, João dos Santos, a repercussão do caso nas redes sociais foi bastante negativa o que acabou expondo o garoto. Ele ressaltou que não houve tentativa de invasão da escola onde ele estuda, muito menos com a utilização de armas ou qualquer outro material que representasse algum perigo.
De acordo com o que ele explicou, após as postagens de imagens fazendo apologia ao crime na página pessoal do menino na internet, a mãe dele foi chamada na escola para conversar sobre o assunto, assim como o próprio Conselho Tutelar. “Foi a própria mãe quem o chamou até à escola através de um telefonema. Lá tivemos a oportunidade de conversar com ele para que se explicasse, mas, diante da gravidade do assunto, tivemos que acionar a Polícia Militar”, explicou. 
A polícia achou por bem realizar as buscas na residência do menor, oportunidade em que acabaram encontrando, além da réplica do fuzil, um canivete, dois socos ingleses e a lâmina de um facão.
Santos ressaltou que a informação espalhada nas redes sociais de tentativa de invasão à escola foi uma fake news. “As informações de que ele teria tentado invadir a escola armado não passarem de mentiras e calúnias. A maneira como a fake news foi espalhada foi um absurdo e irresponsável e os autores ou pessoas que divulgaram estas informações, expondo um menor de idade, podem até responder judicialmente”, acrescentou.  O garoto, além de passar a receber acompanhamento psicológico e psiquiátrico, também teve que sair da cidade devido à sua exposição. 
Em entrevista a uma emissora de TV, a tia do menino afirmou que ele não teve a intenção de assustar ninguém, e classificou sua atitude como uma brincadeira de mau gosto. “Ele sempre teve aquele material, mas nunca saiu de casa com ele, é algo que ele guardava em seu quarto. O garoto não sabia o tamanho da repercussão que poderia ocorrer. Além disso, ele já afirmou que está muito arrependido”, disse a tia durante a entrevista.
Na manhã desta quarta-feira (20), dia seguinte ao fato, as aulas na escola estadual ocorreram normalmente, ninguém quis comentar o assunto. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo informou que repudia qualquer forma de violência.

(Rafael Machi)

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