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CIDADE & REGIÃO

28/06/2016

Câmara discute cuidados em defesa da mulher e crianças

A Delegacia em Defesa da Mulher  (DDM) em Penápolis tem 11 casos de investigação em andamento suspeitos de estupro ou tentativa.  A informação foi levantada segunda-feira, dia 20, pela Câmara Municipal, durante discussão em sua sessão para apurar como está a situação de crimes contra a mulher na cidade. O encontro teve como convidadas a delegada da DDM, Maria Salete Cavestre Tontado, da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Carla Braz, da  presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (COMDICA), Marlene Gonçalves Nascimento e da coordenadora do Conselho Tutelar da Criança do Adolescente, Aline Rahal.  Dos 11 casos, 8 são  investigações de estupro ou abuso de vulnerável (menores de 14 anos ou com deficiência mental). A delegada da mulher relatou à Câmara Municipal que é comum que a revelação pela vítima sobre o crime ocorra após significativo tempo da sua efetivação. A demora se explica, em situação de menores, por alguns fatores, como falta de entendimento do abuso ou estupro. Salete  repercutiu que a investigação desses crimes demanda muito cuidado. Ela citou que existem casos em que houve acusação e a apuração constatou improcedência. A delegada também falou sobre a importância das mães proporcionarem confiança aos filhos para ouvirem  revelação de quando são vítimas.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Carla Braz, cobrou a implantação do Centro de Referência  da Vítima de Violência  e da criação de ficha de notificação  de violência no Pronto Socorro Municipal, além de plantões da DDM à noite, finais de semana e feriados. A convidada falou que na maioria, os agressores tem algum vínculo emocional, financeiro  ou sanguíneo com a vítima.
A presidente do COMDICA, Marlene Gonçalves, acrescentou defesa de  ações para humanização no atendimento às vítimas de abusos e estupros, desde a parte da perícia. Ela repercutiu que os debates sobre esses casos serão ampliados na discussão de plano plurianual (2016/2018). Também relatou ser comum as vítimas se calarem por vergonha.
A coordenadora do Conselho Tutelar da Criança e Adolescente, Aline Rahal,  falou da necessidade de investimentos em políticas públicas de prevenção e de incentivo de denúncias, inclusive com apoio das escolas. Aline Rahal opinou que o número de casos de abusos e estupros é maior do que os registrados e defendeu o atendimento de forma integrada pelos setores públicos. A convidada promoveu o  Disque 100 para comunicação de denúncias, havendo possibilidade de anonimato.
A Câmara Municipal já tinha manifestado e formalizado pedidos pelo   Centro de Referência  da Vítima de Violência, além de outras medidas para o setor.

Imprensa/Câmara

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