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CIDADE & REGIÃO

26/05/2019

Bateria: Penapolense busca a música para superar o Parkinson

Imagem/Arquivo Pessoal
Detalhes Not�cia
André descobriu que tinha Parkinson há 11 meses, mas não desistiu do sonho de tocar bateria

DA REPORTAGEM

A superação de problemas sempre fez parte da vida das pessoas. Em muitas situações elas sempre buscam motivação para que possam enfrentar certos problemas e assim vencê-los. É isso que vem ocorrendo com o baterista André Gubolin, de 37 anos. Há 11 meses ele foi diagnosticado com o Parkinson, uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A doença não possui cura, mas seu diagnóstico precoce e o tratamento correto ajuda a amenizar os sintomas.
Mesmo com a notícia da doença, André quer vencer seus desafios e levar a arte da música para outras pessoas, principalmente crianças carentes. Para isso, além de força de vontade, ele tem buscado parcerias para que o projeto possa ser iniciado.
O baterista aprendeu sozinho a tocar o instrumento, há mais de 25 anos. Ele sempre se dedicou, participando de bandas e até com a gravação de cd’s independentes.
Entretanto, apesar de sempre ser uma pessoa muito ativa, André viu sua vida se desmoronar quando descobriu que estava com Parkinson. “Descobri depois de uma queda sofrida. Passei a ter problemas motores que até então pensava ser consequência da queda. Recebi a recomendação de procurar um neurologista e assim tive a confirmação de que estava com a doença. Por saber pouco sobre ela, pesquisei muito e procurei entender o que estava acontecendo comigo. Foi um momento muito difícil da minha vida, pelo qual passei por uma depressão muito profunda”, revelou. 
Segundo André, além da doença e as limitações físicas as quais ele estava sendo submetido, uma de suas maiores dificuldades neste período ainda era o preconceito sofrido por parte de algumas pessoas. “Acho que isso era o que mais me deixava triste. O pré-julgamento  é algo muito ruim e que, num momento de dificuldade como este, só nos faz ficar ainda mais depressivos”, ressaltou. 

Superação
E foi justamente em um momento de tristeza como este que André resolveu dar a volta por cima quanto ao problema sofrido. “Quando fui diagnosticado pensei logo na música, na bateria e o fato de que talvez não pudesse mais tocar. Mas foi, justamente na música, que busquei meu refúgio. Foi na bateria que percebi que poderia vencer este momento de dificuldade e passei a me dedicar novamente à bateria. Foi um momento de grande alegria para mim. Ela foi um estímulo para superar a doença”, destacou. 
Sentindo este alívio em continuar com aquilo que mais gosta, André resolveu passar aquilo que sabia para outras pessoas. Com a ajuda da amiga Vanessa Gomes, moradora na cidade de Uberaba (MG) e também recém diagnosticada com Parkinson, André teve a ideia de ensinar crianças carentes de Penápolis. “A música sempre modificou a minha vida. Primeiro quando eu aprendi a tocar a bateria e passei a me dedicar como algo que sempre me fez bem. Segundo quando vi, na bateria, meu momento de alívio e superação para minha doença”, acrescentou. 
A ideia de André é que crianças carentes possam aprender o instrumento como uma forma de cultura e educação. “A música tem este poder de transformar vidas, assim como tem transformado a minha. Por isso, através da ajuda e motivação que venho recebendo de minha amiga Vanessa, resolvi colocar este projeto em prática, podendo fazer algo de bom pelas crianças e como um estímulo para sempre continuar vencendo o Parkinson”, disse. 

Ajuda
Entretanto, para que o projeto possa ser iniciado, André tem buscado diversas maneiras de ajuda, principalmente financeira. Isso porque ele precisa montar um estúdio na cidade onde será aplicado o projeto. “Preciso adquirir materiais como espuma acústica, bateria e prato, além de equipamentos de áudio e vídeo, tudo para que o projeto seja feito com qualidade, levando a música para que crianças carentes também possam superar seus problemas através da música, assim como eu”, destacou.
Visando conseguir este valor, André montou uma “vaquinha” virtual na internet, onde as pessoas podem conhecer um pouco mais de seu trabalho e também ajudar de forma financeira. 
O endereço eletrônico é o www.vakinha.com.br. No site, a pessoa deve procurar o projeto de André, intitulado como “Estúdio de bateria - SUPERANDO O PARKINSON”. O objetivo é arrecadar a quantia de R$ 8 mil, o suficiente para iniciar o projeto em Penápolis. 
Também como forma de divulgar o projeto e sua história de vida e superação, nos próximos meses deve ocorrer o lançamento do documentário produzido através da produtora Under Filmes Indepentes.
Para André, a realização do projeto é algo que o deixa muito contente. “Superei muitas dificuldades relacionadas à minha doença através da música, da bateria. Sei que muitas crianças também podem conseguir sua superação através deste mesmo incentivo, evitando que elas busquem as coisas erradas da vida, por isso estou muito entusiasmado como o projeto, que é desenvolvido de forma voluntária e transparente, tudo será divulgado através das minhas redes sociais”, finalizou.
Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de André e a superação do Parkinson, pode encontrar mais informações através de suas páginas sociais no Facebook/andregubolindrummer ou Facebook/andreluis.vibrar

(Rafael Machi)

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