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27/05/2026

Espaço Saúde: Dor crônica

Imagem/Arquivo Pessoal
Detalhes Notícia

A dor crônica vai muito além de uma lesão física. Diferente da dor aguda, que serve como um alerta do corpo, a dor crônica persiste por meses e passa a envolver alterações no sistema nervoso. Em muitos casos, o cérebro e a medula espinhal tornam-se mais sensíveis, ampliando a percepção dolorosa mesmo quando não existe mais um dano importante nos tecidos.

Na fibromialgia, esse processo acontece de forma ainda mais evidente. Do ponto de vista neurológico, trata-se de uma condição em que o sistema nervoso interpreta estímulos comuns como dor. O cérebro passa a funcionar em estado de alerta constante, aumentando sensibilidade, fadiga, rigidez muscular e dificuldade de recuperação física e emocional.

Infelizmente, muitas pessoas entram em um ciclo perigoso: sentem dor, passam a ter medo do movimento e começam a evitar atividades do dia a dia. Em alguns casos, esse medo é reforçado por orientações excessivamente restritivas, criando a sensação de que qualquer esforço pode “machucar ainda mais”. O resultado costuma ser o oposto do esperado: menos movimento gera mais rigidez, perda de força, redução da mobilidade e aumento da percepção dolorosa.

O corpo humano foi feito para se mover. Quando a musculatura permanece inativa, os tecidos ficam mais rígidos, as articulações perdem mobilidade e o condicionamento físico diminui. Isso aumenta o cansaço e reduz a tolerância do organismo à dor.

Por isso, o exercício físico adequado tem papel fundamental no tratamento das dores crônicas e da fibromialgia. Movimentar-se com segurança ajuda a restaurar mobilidade, melhorar a circulação, diminuir rigidez e fortalecer o corpo. Além disso, a atividade física atua diretamente no cérebro, estimulando mecanismos naturais de controle da dor e reduzindo a sensibilidade exagerada do sistema nervoso.

Aprender a se movimentar apesar da dor, com orientação e progressão adequada, muitas vezes é o caminho para recuperar autonomia, confiança e qualidade de vida.

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