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CIDADE & REGIÃO
20/03/2026
Câmara Municipal questiona dificuldades de vagas para atendimento psicológico
A Câmara Municipal de Penápolis aprovou em sua sessão de segunda-feira, dia 16, requerimento apresentado pela vereadora Professora Jandineia (PT), que questiona a administração municipal sobre a quantidade de vagas para atendimento psicológico por meio do Consórcio Intermunicipal da Microrregião (CIMPE).
O documento aponta uma demanda crescente reprimida e solicita esclarecimentos sobre o fluxo de disponibilização das vagas. Entre os questionamentos, estão: o número atual de psicólogos credenciados e contratados para atendimento de crianças na faixa etária de 4 a 12 anos; a capacidade máxima mensal de atendimentos; e se existe um levantamento de horários disponíveis por profissional. Em caso positivo, a vereadora questiona por que essas vagas não estão sendo preenchidas pela lista de espera.
O requerimento também busca informações sobre o procedimento administrativo adotado para o preenchimento de vagas quando um paciente encerra o tratamento, bem como se há prazo máximo para essa reposição. Outro ponto levantado diz respeito à execução dos recursos: qual a porcentagem da verba destinada à saúde mental infantil foi efetivamente aplicada nos últimos seis meses pela Prefeitura de Penápolis, por meio do CIMPE. Além disso, o documento questiona o número de pacientes atualmente na lista de espera, tanto na Secretaria Municipal de Saúde quanto no CIMPE, e se existem listas organizadas, com dias e horários de atendimento, disponíveis nesses órgãos.
“A discrepância entre profissionais com horários livres e uma lista de espera crescente sugere falha na regulação de vagas pela Secretaria de Saúde ou pelo Consórcio. Essa situação prejudica diretamente o desenvolvimento de crianças que aguardam por um tratamento essencial. É um contrassenso haver profissionais disponíveis diante de uma demanda reprimida, especialmente na saúde mental infantil”, afirma a vereadora.
Ela acrescenta que, quando há disponibilidade de recursos, mas o serviço não chega à população, isso pode indicar gargalos administrativos ou falhas na gestão do fluxo de vagas. “Estamos registrando falta de atendimento para crianças de 4 a 12 anos. Segundo apurado, adolescentes e adultos enfrentam ainda mais dificuldades para acesso, mesmo com profissionais disponíveis”, conclui.
Imprensa/Câmara
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