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CIDADE & REGIÃO

09/10/2007

3ª Cavalgada Franciscana reúne cerca de 800 tropeiros

Detalhes Not�cia

O Sindicato Rural de Penápolis promoveu domingo a 3ª Cavalgada Franciscana. Cerca de 800 tropeiros da região participaram da procissão em homenagem a São Francisco de Assis. Além de percorrer ruas centrais da cidade, o evento proporcionou uma grande confraternização da cultura caipira no Recinto de Exposições “Prefeito Jandira Trench”.

Em torno de 250 cavaleiros já se reuniam no recinto desde à tarde de sábado, onde passaram a noite. A primeira comitiva foi a de São Martinho do Oeste/Alto Alegre, às 14h00, o cozinheiro que vem à frente da tropa já acendia a churrasqueira e armava a barraca. A cavalgada deste ano teve como destaque o forte cunho religioso. O ponto de encontro no domingo foi às 9h00 na capela de Santa Cândida no bairro rural Boa Vista. Por volta das 10h00 saiu o carro de som seguido da comissão de frente com os garanhões do Haras Tropel. Ela levou as bandeiras do Brasil, Penápolis, Fraternidade Franciscana e do Estado. Em três troles enfeitados vinha o pároco do Santuário, Frei Mauro, e as imagens de São Francisco de Assis e Santa Clara.

A primeira comitiva alinhada foi a do Tio Inácio. Na seqüência estavam a Pantaneira de Barbosa, Gelo e Cia (Panobianco), Amigos de Verdade (Promissão), Inácio Penteado, Coroados, Saudade do Estradão (Penápolis), São Martinho do Oeste, Clube de Rodeio Arizona (Alto Alegre), Anhangaí (Araçatuba), Juritis, Fazenda Santa Linda (Birigui), José Bonifácio, Glicério, Braúna e Clementina.

Para o presidente do Sindicato Rural, João Antônio Castilho, o evento só teve sucesso graças à participação e adesão das comitivas. Durante a procissão foi proibida a bebida alcoólica e também o reio. Havia vários cavaleiros sem comitivas, mas que abrilhantaram toda a cavalgada. Não foi eleito o cavalo mais bonito no intuito de que as pessoas mais simples pudessem participar.

A cavalgada saiu em sentido à marginal Maria Chica, seguindo pela rua Irmãos Chrisóstomo de Oliveira, virando a direita na avenida Antônio Define, descendo na rua Altino Vaz de Mello, tomando à direita na avenida Luiz Osório até o Santuário São Francisco de Assis. No local foram estacionadas duas carretas de trator, onde os freis Mauro e João e o diácono Antônio Fachine benzeram os tropeiros e por fim os presentes. “Os objetivos superaram as expectativas da organização e diretoria do Sindicato. A participação ordeira e a satisfação das comitivas foram muito visíveis e mais uma vez divulgamos o nome de Penápolis para toda a região da “alta noroeste” e estado de São Paulo. A emoção e alegria com que cada contemplado e comitiva recebia a imagem de São Francisco mostrou a devoção e respeito por um troféu de valor imensurável”, destacou João Castilho.

Castilho diz que o evento já se tornou tradição religiosa e cultural na cidade e por isso já se fechou com a Prefeitura Municipal como atividade do calendário turístico. “A Cavalgada Francisca vai acontecer sempre no primeiro domingo de outubro de cada ano. Inclusive todas as comitivas já assumiram o compromisso de participarem novamente”.

     

Concursos

Conforme cada comitiva era anunciada e benzida, a procissão prosseguia em direção ao recinto, onde às 13h00 todos já se reuniam. Enquanto os tropeiros se acomodavam para o almoço, os jurados passavam experimentando as comidas para o ganhador da “Queima do Alho”. Foi julgado o arroz carreteiro e o feijão tropeiro (seco ou gordo). A comitiva, cujo cozinheiro despertou melhor paladar foi a de Barbosa, tendo Coroados como vice.

Na tenda montada no recinto, Promissão foi eleita a maior comitiva e Araçatuba a mais organizada, seguida pela Pantaneira e Amigos de Verdade. O ganhador como melhor berranteiro mirim foi Vitor da comitiva do Tio Inácio. Já na escolha do melhor tocador de berrante adulto deu empate. Osvaldo de Araçatuba sagrou-se tricampeão empatado com Neguinho Berranteiro, seguidos por Alexandre do Haras Tropel. Os jurados foram: a professora Regina Fátima Ferline Teixeira da Escola Técnica Agrícola de Penápolis João Jorge Geraissate (Colégio Agrícola), Renato Martins e Pedro Marques Corrêa Filho da diretoria do sindicato, Francisco Tadeu Delgado (Defesa Civil), comandante da Companhia da Polícia Militar de Penápolis, capitão Paulo Augusto Motooka e Maria Cristina Lima Bilche, membro da organização. Toda comitiva foi agraciada com a imagem de São Francisco de Assis feita de louça. Elas receberam o “chiquinho”, mesmo prêmio oferecido aos terceiros colocados nas modalidades competidoras. Em segundo foi entregue o “chico” e em primeiro o “chicão”, modo carinhoso como foi retratado o santo. A programação da cavalgada terminou às 16h30, mas muitas comitivas ainda continuaram em festa.

     

Comitivas

Para Márcio Lorenzetti, líder da comitiva de Coroados, participante nas três edições, tudo o que foi discutido nas reuniões de organização foi cumprido, como o trajeto e o modo de passar em frente à Igreja Matriz. “A meu ver, que sou católico, uns dos pontos importantes foi apresentar o santo a muitos que não o conheciam e podermos estar em um dos únicos dois Santuários nacionais de São Francisco”.

Ele afirmou que o evento serve para resgatar as antigas comitivas que participavam da Estrada Boiadeira, pela qual o burro ia à frente puxando o cargueiro com as comidas e os tropeiros seguiam atrás. “Isso mostra para a população de Penápolis um pouco da cultura sertaneja”, diz. Segundo o líder e cozinheiro da comitiva Anhangaí de Araçatuba, José de Araújo, que participa pela primeira vez, sente-se honrado pelo convite citando a hospitalidade dos penapolenses. “Já me intimaram e pretendo me manter presente nas próximas edições. Como sou religioso, tanto que o emblema da nossa comitiva é Nossa Senhora Aparecida, isso não tem palavras. Sendo caipira, é uma satisfação reunir a família sertaneja”.

Segundo Paulo César Barbosa, que também organiza a cavalgada de José Bonifácio, Penápolis está de parabéns, principalmente pela educação que se trouxe aos cavaleiros na saída proibindo o álcool e o chicote. “Uma sugestão é proibir as facas na cintura, mesmo sendo um acessório. O intuito da cavalgada é mostrar o cavalo, reata, traia e a personalidade própria de cada um que vem contribuir com o evento, aqueles que gostam do sítio, senão tudo isso vai acabar. Umas das inovações na cavalgada foram a entrada das mulheres e a participação da família dos cavaleiros”. (A/I)

Foto: João Antônio Castilho, presidente, e Paulo Eduardo Teixeira, Gilberto Bilche Girotto e Benone Soares de Queiroz Júnior, diretores do sindicato

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