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GERAL

15/11/2018

15 de Novembro: Dia da Proclamação da República

Imagem/Reprodução
Detalhes Notícia
A Proclamação da República representou a queda do Brasil Império (cerca de 70 anos)

A Proclamação da República no Brasil ocorreu dia 15 de novembro de 1889 e foi assinada pelo primeiro presidente do país, Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892).
O evento representou o início da Era Republicana e o fim da Monarquia Constitucional Parlamentar no país, instaurando um novo regime no país de governo presidencialista.
Esse tipo de governo (regime republicano) vigora até os dias atuais no Brasil com participação da população na escolha do presidente, governadores e senadores.
No final do século XIX, a crise da monarquia no Reinado de D. Pedro II (1825-1891), segundo imperador do Brasil, era notória.
O descontentamento da população brasileira era óbvio, sobretudo dos militares, civis republicanos, elite agrária e abolicionistas.
Eles exigiam mudança de governo, ao mesmo tempo em que buscavam melhores condições, participação política e liberdade de direitos.
Diversos foram os fatores que já vinham incomodando a população por meio de ações do governo monárquico vigente.
Um exemplo foi a crise econômica, afetada com as despesas da Guerra do Paraguai (1864 e 1870). Outros fatores foram: o aumento dos impostos e taxas, a corrupção na corte, a censura e o caráter centralizador da monarquia.
Além disso, havia a relação Estado-Igreja, o que levou à disseminação de inúmeras revoltas pelo país, as quais iam ao encontro das ideias monárquicas vigentes.
Podemos citar a Guerra dos Farrapos (1835-1845) que ocorrera no sul do país. Foi desencadeada pelos fazendeiros que estavam insatisfeitos com o aumento dos impostos territoriais e das taxas sobre as exportações dos produtos.
Além deles, os cafeicultores do oeste paulista exigiam mais autonomia, democracia e participação política. Em 1888, com a abolição da escravidão, outros fazendeiros e proprietários de escravos se voltam contra D. Pedro II, uma vez que esse fato acarretou a redução das produções gerando fortes crises na economia rural.
No dia 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca, principal chefe do exército brasileiro, com o apoio dos republicanos e militares (dos quais se destaca Benjamin Constant) preparam um levante militar.
Reuniram-se no Campo de Santana, no centro do Rio de Janeiro (que na época era a capital do Império). Estavam dispostos a derrubar o Império, obtendo sucesso no golpe de Estado.
Deodoro assina o documento que legitimaria o início da República no Brasil, encaminhado para a Corte, que exigia, entre outras coisas, a abdicação de D. Pedro II, por meio da saída do Imperador e da Família Real do país.
Com isso, a Proclamação da República representou a queda do Brasil Império (cerca de 70 anos). Ou seja, a imposição de uma nova forma de governo presidencialista pôs fim ao reinado de D. Pedro II, que parte com sua família, três dias após a proclamação, a 18 de novembro, rumo à Europa.

Hino da Proclamação da República:

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País…
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Hino é escrito por Medeiros de Albuquerque, composição de Leopoldo Miguez

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