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06/10/2019

Memórias do Carboni: Um jogo agitado

Imagem/Arquivo Pessoal
Detalhes Not�cia

Um jogo bem animado aconteceu lá no bairro do Urutágua, no dia 25 de abril de 1971, quando fomos pagar uma partida para a equipe local. Como era de se esperar, tudo foi feito para nos prejudicar. Anteriormente já havíamos enfrentado o Urutágua por três vezes, com duas vitórias nossas e um empate, e, estava na cara que eles não estavam dispostos a perder mais uma. Nossos aspirantes venceram o 1º tempo por 1 a 0, gol de Zanuto, mas na etapa final sofremos dois gols e perdemos por 2 a 1. O juiz se comportou bem e não houve nenhum fato notável a ser narrado. O que nos prejudicou um pouco foi que com a ausência de nossos dois goleiros, tivemos de improvisar o Lê no gol, o que desfalcou o ataque. Jogaram: Lê, Pé de Canoa (Sérgio), Tatá, Baio, Zé Marques, Zoca, Dico, Bijú (Mané), Zanuto, Adão e Dema. No jogo titular foi que a coisa esquentou. O juiz era um japonês que invertia todas as faltas ou até as inventava. Escanteios, laterais ou faltas eram invariavelmente invertidas, sempre contra nós, é claro. Perdemos por 3 a 1, mas por obra e graça da atuação do juiz do que pela capacidade do adversário. Ainda no 1º tempo, quando já estava 2 a 0, fomos reclamar com o juiz a sua péssima atuação, mesmo sabendo que não ia adiantar nada, quando um torcedor nosso também se aproximou do juiz e deu-lhe um tremendo sopapo no rosto. A confusão foi estabelecida com o juiz e mais alguns torcedores querendo pegar o agressor, que subiu na carroceria do caminhão que nos levara e foi devidamente defendido por nossa turma. O diretor do time local era um homem bem forte e estava bem exaltado, e, a situação não desandou porque felizmente nosso centroavante Mário Soldado também era bem “volumoso” e conseguiu segurá-lo até que fosse acalmado. Os “demais cabeças quentes” também foram serenados e apenas o juiz continuava agitado, dizendo que só recomeçaria o jogo quando descontasse o tapa. Depois de muita conversa, torcedores e jogadores conseguiram convencê-lo a dar prosseguimento no jogo e foi o que ele fez, mesmo não conseguindo seu intento que era o de devolver o tapa. O 1º tempo teminou 2 a 0. Na etapa final, Vadô marcou seu gol aproveitando um escanteio cobrado por Mário Soldado. Nos sítios era costume os torcedores ficarem encostados nas traves dos gols, tanto para dar apoio ao goleiro local, como para atazanar o goleiro adversário, e, lá no Urutágua não era diferente. Mário Soldado chegou a marcar seu gol, que seria o de empate, com a bola passando bem no cantinho, só que como não havia rede, um daqueles torcedores chatos chutou a bola de volta ao campo e o juiz alegou que ela bateu na trave. Como eu disse, não adiantava reclamar e depois do tapa levado, o juiz ficou mais cruel ainda. Levamos mais um gol e o placar final foi 3 a 1. Pensávamos que após o jogo ia sair mais confusão, mas felizmente nada aconteceu. O juiz foi embora tranqüilo e nem jogadores ou torcedores se manifestaram, pois o objetivo deles fora alcançado, ou seja, a vitória. Jogaram: Alceu, Gripino, Rapa, Marião, Pardal, Carlinho, Tião Magro, Toizinho, Mário Soldado, Vadô e Zinha. 

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