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ESPORTES

15/04/2021

Cidade japonesa cancela passagem da tocha olímpica e aumenta incerteza sobre os Jogos

A passagem da tocha olímpica de Tóquio-2020 pela cidade japonesa de Matsuyama (oeste do país) será cancelada devido à situação de saúde, anunciou ontem o governo local. Uma semana antes, uma decisão similar foi anunciada por outro município, o que aumenta as incertezas a respeito dos Jogos Olímpicos. "Cancelaremos o revezamento da tocha em Matsuyama", disse o governador de Ehime, na ilha de Shikoku, da qual Matsuyama é a maior cidade. "Celebraremos a chegada da tocha de uma maneira que não envolva o público", completou. A decisão foi anunciada a 100 dias do início dos Jogos Olímpicos e é mais uma que aumenta as preocupações sobre a viabilidade do evento esportivo, em um momento de aumento de casos de Covid no Japão e outras regiões do planeta. Na semana passada, o governo de Osaka proibiu a passagem da chama olímpica em todas as vias públicas da província, devido à situação sanitária. Os serviços médicos de emergência da região de Ehime estão sob "pressão extrema", afirmou Nakamura, antes de destacar que sua decisão foi aceita pelo comitê organizador de Tóquio/2020, que não fez nenhum comentário público até o momento. O revezamento da tocha olímpica começou em 25 de março em Fukushima (nordeste do Japão) e deveria passar por Matsuyama em 21 de abril. E para deixar o cenário ainda mais complicado, ontem, 14, o presidente da Associação Médica de Tóquio afirmou que celebrar os Jogos Olímpicos de Tóquio no próximo mês de julho será "realmente difícil". "Se os casos de infecção continuarem aumentando, será difícil organizar os Jogos Olímpicos em sua forma atual com atletas procedentes de todos os países, mesmo sem público", advertiu Haruo Ozaki, citado pelo jornal Sports Hochi. Ontem, Hochi repetiu em suas redes sociais que está preocupado e declarou que admira as façanhas recentes de vários atletas japoneses. "Não consegui conter as lágrimas ao ver a performance da nadadora Rikako Ikee", que retornou às competições depois de ter sido diagnosticada com leucemia em 2019, e do golfista Hideki Matsuyama, que no domingo se tornou o primeiro japonês a conquistar um torneio Masters da modalidade. "Mas do meu ponto de vista como diretor médico, eu diria que a celebração dos Jogos é realmente difícil. Gostaria muito que os organizadores apresentassem medidas concretas para evitar o aumento de infecções e pedir a cooperação de todos pelo bem dos atletas", completou. 

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