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17/02/2019

CANTINHO DA SAUDADE

Imagem/Arquivo Pessoal
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Memórias do Carboni: Qual a sua visão de Deus?

Diz o velho ditado que o ócio traz o vicio e por extensão estranhas idéias e reflexões. Num daqueles dias em que a gente está a toa jogando conversa fora, um colega disse-me que tinha dó de Deus. Eu olhei para ele e procurei ver em seu rosto algum sinal de ironia, mas ele estava falando com sinceridade. Diante de sua seriedade, resolvi não abusar e optei por ouvir sua linha de pensamento. Primeiramente constatamos que existem tantas coisas conflitantes no mundo, que a nossa sã sabedoria não consegue interpretar. Daquele pequeno grupo familiar que a Bíblia nos narra, surgiu esta enormidade de pessoas (7 bilhões por enquanto), cerca de 7 mil línguas ou dialetos, centenas de religiões, mitos, costumes, raças e só um Deus, mas amado, entendido e conhecido de maneiras diferentes. Tantas coisas estranhas acontecem ou são cometidas em seu nome que o dito popular tem razão quando diz que até Deus duvida. Posto isto, vamos a alguns exemplos. Um jogador de futebol quando marca um belo gol, geralmente o da vitória, diz na entrevista que Deus o ajudou mandando um anjo guiar o chute, mas ao final do jogo, ao invés de ir a uma igreja para agradecer, vai a uma boate para festejar. É muito comum presidiários dizerem que lá na cadeia foram “revelados” e aprenderam a amar a Deus, só que ao saírem de lá, geralmente o esquecem e retornam ao velho e mal hábito. Iranianos, iraquianos, palestinos, judeus e mais alguns povos do Oriente tem uma estranha maneira de amar a Deus, pois matam em seu nome e ensinam seus filhos que quanto mais “infiéis” eles matarem, mas terão assegurado um lugar no paraíso. Outro grupo que também não perde uma oportunidade de usar o nome de Deus é o de políticos, que a cada ciclo de quatro anos, geralmente em época de eleições, são atacados por uma febre de messianismo, trocam de partido e de religião e até fazem orações em seus comícios, no rádio e na televisão, tentando enganar os verdadeiros crentes. O pior é que muitas vezes obtém êxito. Trambiqueiros fazendo-se passar por representantes de Deus é o que não falta. A cada esquina você vê um deles e com este procedimento vão abocanhando concessões de rádio, televisão, jornal, engordando a conta bancária de “sua igreja”. Se por uma lado Deus é amado, por outro é temido. É quase certo que o temor é maior que o amor. Quando eu e meus irmãos éramos crianças, quando trovejava, dizíamos que São Pedro estava arrastando os móveis do céu e nossa mãe repreendia dizendo que seríamos castigados. Em algumas ocasiões ela nos obrigava a bater na boca três vezes. Para muitos, Deus é vingativo, se a filha do fulano engravidou, bem feito, quem mandou ficar falando da filha dos outros, foi castigada. Ou então, ao saberem que alguém foi a falência comemoram dizendo que foi castigado por ser pão duro e não ajudar ninguém. Outros põem Deus em uma sinuca porque enquanto uns fazem novena para chover e não perder a colheita, outros fazem simpatias e promessas para não chover para não perderam um passeio ou baile.Tem gente que não acredita na existência de Deus, achando que tudo é fruto do acaso. Afinal, como será Deus? Se formos levar em consideração as intenções humanas, ele seria um misto de assassino, trambiqueiro, benfeitor e criador, pois em seu nome se mata, se engana, se ama e se ajuda, mas antes de tudo, Deus é democrata, pois ele nos deu a liberdade de agir, pensar e viver de acordo com a vontade de cada um, inclusive a liberdade de ficar pensando e escrevendo estas bobagens. Pena que muitas pessoas usem seu nome para coisas ilícitas e proveito próprio. Com um pouquinho de esforço podemos usar a imaginação e vermos Deus coçando a cabeça, rememorando a criação do mundo e perguntando a si mesmo: “onde foi que eu errei?”. 

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