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ESPORTES

01/07/2007

A fé entra em campo

Detalhes Not�cia

O país mais católico do mundo está ficando cada vez mais evangélico. O resultado do último censo demográfico mostra que mais de 15% dos brasileiros – um rebanho de 26 milhões de pessoas –  são evangélicos. É um percentual cinco vezes maior do que em 1940 e o dobro do de 1980. Em estados como Rio de Janeiro e Goiás, o índice supera 20% dos habitantes. No Espírito Santo e em Rondônia, os evangélicos passam de um quarto da população. Esse ritmo indica que metade dos brasileiros poderia estar convertida em cinco décadas, tempo mínimo quando se fala em avanço religioso.

Ao contrário do que acontece com os católicos brasileiros, cuja maior parte nasce dentro da religião, mas não a pratica, os evangélicos levam a prática da fé a sério e quando convertidos aderem a uma denominação por conta própria, e se envolvem espiritualmente e socialmente nas atividades comunitárias nas igrejas onde são membros e freqüentam. Segundo dados do Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser), 80% dos evangélicos dizem participar das cerimônias e das obras sociais com regularidade.

As religiões cristãs não-católicas, como as evangélicas, têm sua origem no começo do século XVI, quando um monge alemão chamado Martinho Lutero se insurgiu contra Roma. No ano de 1517, revoltado com a venda de indulgências pelo papa, Lutero escreveu suas famosas 95 teses, que pregou na porta da catedral de Wittenberg. Foi o estopim da Reforma Protestante, que se tornaria uma das mais profundas transformações sociais da história humana.

Ao proliferarem em todas as camadas sociais, os evangélicos estão produzindo mudanças facilmente detectáveis. A mais visível delas acontece em público.

Nos campos de futebol, por exemplo, a imagem de jogadores mostrando camisetas com mensagens bíblicas e testemunhando sua fé através de entrevistas aos meios de comunicação é comum. O ambiente esportivo tornou-se menos hostil depois do aparecimento dos Atletas de Cristo. A maioria dos atletas evangélicos leva a sério a Palavra de Deus e não participam de brincadeiras machistas e degradantes envolvendo colegas, não se acabam em noitadas na véspera dos jogos e evitam xingar os árbitros.

 

CAP

A velha máxima do futebol diz que Deus não joga, mas fiscaliza. E se depender dos jogadores, os olhos do Senhor estarão duplamente ligados nos jogos do Clube Atlético Penapolense, cujo elenco conta com 16 jogadores evangélicos, mais o técnico Lelo.

No atual time do Pantera da Noroeste o comportamento dos jogadores tem sido destacado pelos torcedores. Diferente de anos anteriores quando eram comuns atos de rebeldia com o descumprimento de normas e regras, a diretoria não tem enfrentado problemas extra-campo.

Para o meio-campista Jé, a postura do atleta profissional independente da religião. “Católico ou evangélico, o jogador tem que acreditar que nada na vida acontece por acaso, tudo é plano de Deus dentro e fora de campo” disse. Ele afirmou ainda que o relacionamento do grupo evangélico com os outros atletas é de muito respeito. “Os irmãos da Primeira Igreja Batista em Penápolis, da qual vários jogadores do CAP estão congregando – o templo localiza-se na avenida Eduardo de Castilho, 808 -  realizam cultos periodicamente no estádio municipal e todos os jogadores participam. Nosso objetivo é trazê-los cada vez mais perto de Cristo”, revelou.

Sem discriminação, os torcedores têm acompanhado e aprovado a prática da fé dos jogadores capeanos que em todas as oportunidades procuram exaltar o Senhor. Na partida contra o José Bonifácio, por exemplo, os jogadores entraram em campo empunhando uma faixa com os dizeres “Nossa diferença é Jesus Cristo”, e, sempre nas entrevistas agradecem a Deus e anunciam sua palavra.

“A mensagem da faixa é verdadeira, pois amparados por “Ele” estamos aqui para trabalhar e honrar sua palavra. Nossa intenção é consagrar o nome do Senhor, do CAP e de Penápolis, e, para isso estamos contando com o seu louvor”, concluiu o meio-campista Jé.

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