Classificados

VÍDEOS

Saudoso Tachinha e seu Ford 29 - entrevista de 2008 - por Ricardo Alves (Cacá)
Penápolis no programa Cidade contra Cidade do SBT em 1989

CLIMA

Tempo Penápolis

fale com o DIÁRIO

Fone Atendimento ao assinante & comercial:
+55 (18) 3652.4593
Endereço Redação e Comercial: Rua Altino Vaz de Mello, 526 - Centro - CEP 16300-035 - Penápolis SP - Brasil
Email Redação: redacao@diariodepenapolis.com.br
Assuntos gerais: info@diariodepenapolis.com.br

ARTIGOS

25/10/2026

Homenagem a Penápolis pelos 118 anos de fundação

Imagem/Arquivo Pessoal
Detalhes Notícia

Que saudade da minha infância querida e da minha Princesa da Noroeste nas décadas de 1950 a 1970, quando eu morava na minha terra natal, Penápolis. Por todo o município, viam-se muitas árvores e deliciosas frutas silvestres, como marolo, gabiroba, jatobá, mangaba, cajuzinho-do-campo, uvaia, pitanga-do-mato, jabuticaba-sabará, jenipapo e ingá. Como, sempre que volto à cidade, noto um empobrecimento dos projetos agroflorestais quando em comparação com o passado, quero homenagear Penápolis falando de suas árvores, frutíferas ou não, que compunham a vegetação daquela época. 
Além das frutas silvestres, havia os pomares caseiros nos quintais, sítios e chácaras, que produziam uma enorme variedade: banana-nanica, maçã, prata e ouro; goiaba branca e vermelha; manga-rosa, coração-de-boi, coquinho, espada e bourbon; laranja-lima, baiana e pera; mexerica, tangerina, mexerica-cravo e ponkan — tudo produzido em grande quantidade e sem o uso de agrotóxicos.
O hábito era degustar as frutas diretamente do pé. A produção era tão farta que nem se falava em comprá-las. Os excedentes dos quintais, sítios e chácaras eram aproveitados na fabricação de deliciosas compotas e doces caseiros, armazenados em compoteiras de vidro para serem consumidos ao longo do ano.
Entre as décadas de 1950 e 1970, o meio rural penapolense viveu uma fase marcante, com fartura de alimentos produzidos de forma empírica nas fazendas, sítios e chácaras. Ao mesmo tempo, começavam a despontar as técnicas voltadas para a agropecuária moderna, com a fundação do Colégio Técnico Agrícola de Penápolis, idealizado por um dos melhores prefeitos da história da cidade, o saudoso engenheiro Edson João Geraissate, falecido em 21 de abril de 2024, aos 96 anos.
A arborização urbana da nossa Princesa da Noroeste também era composta por lindas espécies, como oitizeiros, ipês amarelo, roxos e brancos, quaresmeiras e flamboyants, plantadas nas calçadas do centro e dos bairros, nas ruas de paralelepípedos e nas praças — com destaque para a Praça Dr. Carlos Sampaio Filho —, suas copas e folhagens formavam verdadeiros “túneis verdes”. Os quintais das casas, geralmente amplos, também se transformavam em belos minipomares.
Infelizmente o nosso Estado de São Paulo, virou um canavial, e a nossa querida Penápolis não ficou atrás. A força da grana no sistema capitalista destrói tudo que é belo e saudável. Reconheço que o espaço aqui no nosso querido Diário de Penápolis é limitado. Se não fosse, gostaria de registrar muitas outras lindas recordações neste 25 de outubro, quando comemoramos os 118 anos de fundação da nossa querida Penápolis. Como afirmei no início desta homenagem, porém, preferi voltar o olhar para o sistema agroflorestal urbano do passado, reconhecendo uma cidade muito mais arborizada, verde e integrada à natureza.

WALTER MIRANDA, e família!

(*) Walter Miranda, Auditor Fiscal da Receita Federal, aposentado, mestre em Ciências Contábeis pela PUC/SP, pós-graduado em Gestão Pública pela UNESP/Araraquara, militante do PSTU e CSP CONLUTAS. Escreve toda quarta-feira para o DIÁRIO DE PENÁPOLIS. Contato e-mail: wmpenapolis@gmail.com

Walter Miranda (*)



© Copyright 2026 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.

Política de Privacidade