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16/01/2026
O Agro além do Mito! - Parte 2 de 2
A análise do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em regiões ligadas ao agronegócio é frequentemente complexa e, por vezes, mal interpretada. Embora alguns estudos possam, à primeira vista, sugerir que a média nacional de municípios predominantemente “agro” apresente um IDH inferior à média de outras regiões, uma análise mais detalhada e contextualizada revela um quadro muito mais promissor e inspirador.
É preciso ir além das médias e observar os casos de sucesso, onde o agronegócio moderno e tecnificado atua como um verdadeiro catalisador de desenvolvimento social.
Um exemplo notável dessa realidade pode ser observado em estados como Goiás. Municípios que se destacam pela produção agrícola de alta tecnologia e pela presença de cadeias produtivas agroindustriais robustas frequentemente apresentam um IDH médio superior não apenas à média nacional, mas também à média do próprio estado. Em Goiás, por exemplo, municípios líderes na produção agrícola tecnológica têm registrado um IDH médio de 0,741, superando a média estadual. Esse dado não é um mero acaso; ele é um reflexo direto da prosperidade gerada pelo agronegócio.
A riqueza que emana do campo, quando bem gerida e reinvestida, traduz-se em melhorias tangíveis nos indicadores sociais. Uma maior renda per capita permite às famílias acesso a melhores condições de moradia, alimentação e consumo. O aumento da arrecadação municipal, impulsionado pela atividade econômica do agro, possibilita investimentos em infraestrutura urbana e rural, como saneamento básico, eletrificação e estradas. Mais importante ainda, a prosperidade do agronegócio se reflete em maior acesso à educação e à saúde. Municípios com forte presença do agro tendem a ter mais recursos para investir em escolas de qualidade, programas de saúde e hospitais, elevando o nível de vida de toda a população.
Esse é o “círculo virtuoso” de desenvolvimento regional que o agronegócio moderno é capaz de criar. Ao gerar empregos qualificados, renda, impostos e demanda por serviços, ele impulsiona o crescimento de todo o tecido social e econômico local. As oportunidades criadas no campo e nas cidades adjacentes fixam a população, reduzem o êxodo rural e promovem a inclusão social.
O agronegócio, portanto, não é apenas um produtor de commodities; é um construtor de comunidades prósperas, um modelo de desenvolvimento que o Brasil precisa reconhecer e replicar em larga escala.
A imagem do “agro do mal”, do setor atrasado e predatório, é uma âncora que prende o Brasil a um passado que não existe mais. É uma visão que ignora a resiliência, a capacidade de inovação e o compromisso de milhões de brasileiros que trabalham no campo e nas cidades, construindo um agronegócio que é, ao mesmo tempo, produtivo, sustentável e socialmente responsável.
O que precisamos é de uma visão estratégica, que enxergue o agronegócio não como um problema a ser contido, mas como a mais potente plataforma para a construção de um Brasil desenvolvido, inclusivo e sustentável.
O agronegócio brasileiro provou sua capacidade de alimentar o mundo, de gerar divisas, de inovar e de se adaptar aos mais rigorosos padrões de sustentabilidade. Ele é um setor que emprega milhões, que investe em tecnologia de ponta, que preserva vastas áreas de vegetação nativa e que, em suas melhores expressões, eleva o Índice de Desenvolvimento Humano das regiões onde atua.
É tempo de despir-nos dos preconceitos e abraçar a complexidade e o potencial transformador do agronegócio. É tempo de reconhecer que a prosperidade que brota da terra, quando aliada à inteligência, à ciência e ao compromisso social, é um caminho de prosperidade para toda a nação.
O futuro do Brasil passa, inegavelmente, pelo campo. E é com a capacidade de trabalho, a inovação e a resiliência do povo brasileiro que, no agronegócio, encontramos um caminho sólido e promissor para semear um futuro de abundância e dignidade para todos.
(*) André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social e em Economia Política. Para saber mais : www.andrenaves.com / Instagram: @andrenaves.def
André Naves (*)
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