Classificados

VÍDEOS

Saudoso Tachinha e seu Ford 29 - entrevista de 2008 - por Ricardo Alves (Cacá)
Penápolis no programa Cidade contra Cidade do SBT em 1989

CLIMA

Tempo Penápolis

fale com o DIÁRIO

Fone Atendimento ao assinante & comercial:
+55 (18) 3652.4593
Endereço Redação e Comercial: Rua Altino Vaz de Mello, 526 - Centro - CEP 16300-035 - Penápolis SP - Brasil
Email Redação: redacao@diariodepenapolis.com.br
Assuntos gerais: info@diariodepenapolis.com.br

ARTIGOS

20/06/2024

Contribuição Sindical: obrigatoriedade ou faculdade do trabalhador?

Imagem/Arquivo Pessoal
Detalhes Notícia

A contribuição sindical é um tema polêmico no Brasil, reacendido pelo projeto de lei 2.830/2019, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Este projeto preocupa as centrais sindicais por permitir a recusa da contribuição assistencial por meios eletrônicos, como WhatsApp ou e-mail, o que poderia aumentar a evasão de contribuições e afetar financeiramente os sindicatos.
A emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) simplifica o processo de recusa, mas sindicatos temem que isso facilite práticas antissindicais incentivadas por empresas. 
Em setembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a cobrança da contribuição assistencial de todos os empregados é constitucional, desde que garantido o direito de oposição, sem especificar o procedimento. 
A falta de clareza do STF permitiu obstáculos criados pelos sindicatos para a recusa presencial, sendo defendido que a adoção de meios eletrônicos moderniza e facilita o processo para os trabalhadores.
As centrais sindicais estão se mobilizando para barrar o projeto no Senado, e se aprovado, ele seguirá para a Câmara dos Deputados. A questão envolve princípios constitucionais de liberdade de associação e proteção contra práticas antissindicais.
A Reforma Trabalhista de 2017 tornou a contribuição sindical facultativa, não deve haver obrigatoriedade.  
A facilitação da recusa por meios eletrônicos deve equilibrar a modernização com a proteção da função essencial dos sindicatos, que é a defesa dos interesses dos trabalhadores.
Por derradeiro, a proposta legislativa precisa ser analisada com cautela, levando em consideração os direitos constitucionais dos trabalhadores à livre associação e a efetiva representação sindical. 
O equilíbrio entre modernização e proteção contra práticas antissindicais é crucial para a saúde do movimento sindical e a defesa dos direitos trabalhistas no Brasil.
É fundamental que os trabalhadores permaneçam atentos aos seus direitos diante a esse cenário em constante evolução e na dúvida procurem sempre um advogado.

(*) Luis Fernando de Castro. OAB/SP 156.342. Especialista contencioso civil e trabalhista, parceiro da Advocacia Eduardo. Queiroz - Araçatuba/SP.  E-mail: lc@luiscastro.adv.br

 

Luis Fernando de Castro (*)



© Copyright 2024 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.

Política de Privacidade