CADERNOS
VÍDEOS
CLIMA
fale com o DIÁRIO
+55 (18) 3652.4593
Assuntos gerais: info@diariodepenapolis.com.br
ARTIGOS
23/03/2024
Normose
Para Pierre Weil, Jean-Yves Leloup e Roberto Crema, normose é a patologia da normalidade. No livro com esse título os autores acima discorrem com maestria sobre o intrigante tema. Pierre Weil definiu normose como o conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar e agir, que são aprovados por consenso ou pela maioria de uma determinada sociedade e que provocam sofrimento, doença ou morte, possuindo as seguintes características: é um hábito de pensar, sentir e agir; aceito como normal por consenso social; tem natureza patogênica ou letal; e gênese pessoal ou coletiva, mediante um processo introjetivo. É, assim, uma normalidade doentia. Uma crença que possa levar pessoas a um suicídio coletivo ou uma ideologia que possa gerar uma política genocida (nazismo) são exemplos de normose. Roberto Crema discorrendo sobre os fundamentos da normose e a sua relação com o cientificismo, aponta que os grandes representantes da ciência do século XIX buscaram centralizar suas teorias na competitividade: Darwin apontou para o determinismo biológico e competição entre espécies; Marx, para o determinismo econômico e competição entre classes; Freud, para o determinismo psíquico e competição entre as potências psicológicas. Crema pondera com sapiência que nenhum desses cientistas falou de cooperação, solidariedade, fraternidade e sinergia. Para Basarab Nicolescu, “a fonte da barbárie moderna não é a ciência, mas a proliferação anárquica da tecnologia e o predomínio do pensamento binário, o do sim ou não”. A história registra que para muitos representantes da normose cientificista o espiritual não existe e Cristo ou Buda são ilusões ou o “ópio do povo ignorante”, o que é lamentável. Crema foi feliz, ainda, na seguinte indagação: que outro líder que, com apenas 12 colaboradores, redefiniu toda a história, a exemplo do que Cristo fez há dois milênios? A ciência e a fé podem e devem caminhar juntas, como pregaram Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. Lembremos que a repressão histórica da mulher pelo homem é uma normose machista. Neste livro, Normose, mencionam-se outras espécies dessa patologia (normose): do consumismo; do alcoolismo; do tabaco; da política; bélica, da fofoca, da estética etc. Jean-Ives Leloup lembra como Cristo disse não à normose do apego ao material, na sua primeira tentação no deserto, sobre a transformação de pedras em pão (parábola no sentido de que as satisfações materiais dos seres humanos resolveriam todos os seus problemas): “O homem não vive apenas de pão”.
(*) Adelmo Pinho é promotor de Justiça do Tribunal do Júri em Araçatuba/SP. Este articulista escreve periodicamente para o jornal DIÁRIO DE PENÁPOLIS. E-mail: adelmopinho@terra.com.br
Adelmo Pinho (*)
- Análise parcial do orçamento federal para o ano de 2026
- Os anos vão passando (2026 está chegando)
- Música Sertaneja: Fim de Ano
- Audiência de Custódia - Garantia de direitos e controle da prisão no sistema de justiça
- O Natal, a fome e a miséria no Brasil
- Música Sertaneja: Hino dos Reis
- Testamento: autonomia da vontade, limites legais e prevenção de conflitos sucessórios
- "Obra de esperança: o cuidado para com os doentes"
- FELIZ 2026!? Análise do cenário do mercado de trabalho brasileiro em 2026
- O valor do salário mínimo para 2026 é irrisório
- Música Sertaneja: Sonho de Caboclo
- Negativação indevida: o que é, como se proteger e quando buscar orientação jurídica
- Bullying não é brincadeira: é crime!
- O Brasil em festa permanente
Imagens da semana
© Copyright 2026 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.













