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ARTIGOS

08/10/2021

Cartão de crédito é um grande vilão?

O desenvolvimento econômico de muitos países se baseia no crédito e consumo que sua população realiza, e talvez o maior símbolo da sociedade nas últimas décadas seja o cartão de crédito.
Em estudos americanos existem basicamente dois grupos de clientes que utilizam esse meio de pagamento.
Em um primeiro grupo, que representa metade dos usuários, temos as pessoas que pagam as faturas mensais em dia e não pagam juros adicionais, porém todos os seus consumos geram um custo para os vendedores de 1.5% até 3.5%, o que eleva os preços a todos os clientes.
Do outro lado, existe uma outra metade de compradores que deixam de pagar a fatura em dia e consomem juros adicionais, além da transação de compra.
Assim, o cartão de crédito adiciona na média dos preços dos produtos e serviços aproximadamente 8%.
Emissores de cartões de crédito querem fugir daqueles clientes que não podem pagar, mas querem estar muito próximos daqueles que são bons pagadores, mas que eventualmente se desorganizam e pagam juros adicionais, e é nisso que apostam usando várias técnicas.

Técnicas do cartão de crédito
As principais estratégias para o lucro com o cartão de crédito, são fáceis de identificar.
Por exemplo, as versões de cores dos cartões, afinal, esse é um modo de mostrar status social e de pertencer a um grupo.
Dessa forma, os cartões black se tornaram desejados e é um modo de gerar mais consumos.
Além disso, temos também o programa de pontos gera uma sensação de estar ganhando algo que não teria.
Porém, a tática gera um gatilho para atrair as pessoas que muitas vezes deixam de resgatar ou então os custos de anuidades superaram os prêmios.
Outro ponto a observar é que, no Brasil criamos uma armadilha adicional: a oportunidade de parcelar compras.
Se já era um desafio conseguir controlar o consumo sem ver o dinheiro sair da conta e com o pagamento em 30 dias depois, imagine parcelando diversas compras? Os riscos de um desequilíbrio só tendem a crescer.

Consequências e cuidados do crédito
Quando pensamos do ponto de vista social, o cartão de crédito se tornou mais um gerador de desigualdade social.
Afinal, consumidores mais simples têm menos benefícios e maiores riscos de inadimplir, ficando presos aos juros, porém consumidores com maior renda têm mais benefícios e caminhos mais sólidos para não se endividar.
Enquanto isso, as empresas de cartões de crédito e meio de pagamento lucram centenas de bilhões de reais ao ano.
Mas como combater isso? Educação financeira é a solução.
Lembre-se de se planejar e estabelecer seus limites em todo começo ou fim de mês, para assim conseguir visualizar o seu fluxo mensal.
Além disso, é importante avaliar seu comportamento e saber identificar suas dificuldades, e se for o caso, não tenha um cartão de crédito para emergências, mas sim uma reserva própria.

(*) Ricardo Hiraki, CEO e co-founder da Plano Fintech, também sócio da agência de marketing digital Oca11. É administrador e pós-graduado pela FGV e Mackenzie e foi Head  de Gestão Financeira por quase dez anos no mundo corporativo

Ricardo Maila Hiraki (*)



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