Classificados

VÍDEOS

Apaixonados por carros antigos se reúnem em Penápolis
Agrosoles - Bombeamento de Água por Energia Solar

SUA OPINIÃO

Você mantém a tradição de frequentar bailes com marchinhas de carnaval?


CLIMA

Tempo Penápolis

fale com o DIÁRIO

Fone Atendimento ao assinante & comercial:
+55 (18) 3652.4593
Endereço Redação e Comercial: Rua Altino Vaz de Mello, 526 - Centro - CEP 16300-035 - Penápolis SP - Brasil
Email Redação: redacao@diariodepenapolis.com.br
Assuntos gerais: info@diariodepenapolis.com.br

ARTIGOS

10/09/2019

Música Sertaneja: Silveira e Barrinha

Imagem/Reprodução
Detalhes Not�cia
Nivaldo Pedro da Silveira (Silveira) e Abílio Barra (Barrinha)

Amigo amante da música sertaneja hoje você vai conhecer um pouco da história da dupla Silveira e Barrinha, sempre contando com o apoio da pesquisadora e jornalista Sandra Peripato. 
Nivaldo Pedro da Silveira (Silveira) nasceu em Uberaba-MG, no dia 20 de maio de 1934, e faleceu no dia 02 de fevereiro de 1999. Abílio Barra (Barrinha) nasceu em Conquista-MG, no dia 28 de dezembro de 1929 e faleceu em Goiatuba-GO no dia 10 de novembro de 1984.
Nivaldo e Abílio trabalhavam no campo e chegaram a cantar juntos em festivais que eram realizados na região onde nasceram. Nivaldo, porém, continuou estudando em Conquista, enquanto que Abílio se mudou para o estado de Goiás ainda jovem e a dupla acabou não se consolidando nessa época.
Nivaldo chegou inclusive a formar uma dupla com seu primo Claudionor Silveira (Professor de viola no estado de Minas Gerais) enquanto que Abílio formou dupla com Mininho.
Foi numa viagem de trem para Uberaba, por ocasião de uma festa de fim de ano, vários anos depois, que Abílio reencontrou Nivaldo, que dedilhava uma viola. Abílio mostrou então ao Nivaldo uma música que ele havia composto durante uma viagem de São Paulo a Goiás.
Os dois começaram a cantar e logo se juntou uma pequena multidão que passou a apreciar o trabalho da nova dupla que nascia naquele momento naquele vagão de trem.
Após um longo tempo e muitos ensaios, Silveira e Barrinha viajaram para o Rio de Janeiro, onde se encontraram com o diretor da gravadora Continental que, por sua vez, aconselhou-os a voltar para São Paulo. A dupla nessa época também cantava nos comícios de um deputado que estava em campanha eleitoral.
Ainda na capital paulista, Silveira e Barrinha se encontraram casualmente com um diretor da Continental, num elevador na sede da gravadora. Achando engraçado o jeito caipira da dupla, ele pediu para que cantassem ali mesmo, ocasião em que também estava presente a cantora Marlene que gostou e aplaudiu a dupla até então desconhecida.
E, finalmente, no mês de março de 1955, Silveira e Barrinha lançaram seu primeiro disco 78 rpm pela Continental, tendo num lado o rasqueado “Bugra” e no outro lado, o cururú “Macho Baio Rompedor”.
No ano seguinte, a dupla gravou outro disco 78 rpm com o cururú “De São Paulo Para Goiás” (a mesma música que Barrinha havia mostrado ao Silveira naquele trem), e o rasqueado “Morena de 18 Anos”.
Silveira e Barrinha também trabalharam na Rádio Nacional de São Paulo, no programa de Nhô Zé, que era apresentado pelos compositores Anacleto Rosas Jr e Arlindo Pinto.
Algum tempo depois a dupla retornou ao Rio de Janeiro onde passou a fazer sucesso na Rádio Mayrink Veiga. Foi, nessa época, em 1959, que eles lançaram “Linda Cigana”, que foi um dos maiores sucessos da dupla.
Ao final da década de 50, Silveira e Barrinha fizeram uma longa turnê, na qual percorreram quase todos os estados brasileiros, ocasião onde passaram a ser conhecidos como a “Dupla dos 22 Estados”.
A dupla Silveira e Barrinha também se notabilizou por ter sido pioneira em declamar pequenos poemas no meio de canções sertanejas.
O sucesso da dupla era cada vez maior no início da década de 60 e, em 1962, eles gravaram “A Embolada do Bi”, que homenageou a Seleção Brasileira de Futebol que havia conquistado o Bi-Campeonato na Copa do Mundo que se realizou no Chile, naquele ano.
Como lamentavelmente é comum acontecer às duplas de sucesso, fofocas diversas e o diz-que-diz de falsos amigos acabaram por separar a dupla “Silveira e Barrinha”, em 1964, após mais de 10 anos de sucesso. Barrinha formou dupla com Silvério, no estado de Goiás, tendo formado dupla também com Brazãozinho e com Garoa. Silveira, por sua vez, formou dupla com seu irmão Silveirinha (um dos seus 20 irmãos).
Agenor Pedro da Silveira (Silveirinha), nasceu em Uberaba, no estado de Minas Gerais, em 1929 e faleceu na capital paulista em 1993.
Silveira e Silveirinha fizeram sucesso a partir da década de 60, ocasião na qual eles se apresentaram na Festa da Trindade, no estado de Goiás, onde cantaram para um público composto por quase 150 mil pessoas. Gravaram nessa época a música “Berrante de Madalena”, que teve bastante repercussão junto ao público.
Silveira e Barrinha, por outro lado, juntaram novamente suas vozes e o relançamento da dupla se deu num circo na cidade de Dracena-SP, atendendo aos apelos de seus fãs. E prosseguiram cantando em dupla por mais oito anos, tendo gravado o último LP no ano de 1982, pela gravadora Xororó. Silveira e Barrinha gravaram um total de 39 discos 78 rpm, 10 LP’s, além de sete compactos. 
Com o falecimento do Barrinha em 1984, vítima de doença de Chagas, Silveira prosseguiu sua carreira musical novamente em dupla com seu irmão Silveirinha.
Silveira e Silveirinha gravaram aproximadamente 45 LP’s, além de 9 compactos, ao longo de 30 anos de carreira, intercalados com a volta da dupla com o Barrinha.
Entre os grandes sucessos de Silveira e Barrinha, destacamos “Coração Apaixonado”, “Morena Bonita”, “Chega de Sofrer”, “Grinalda Branca”, “Linda Cigana”, entre outros. Já com Silveira e Silveirinha, destacamos “Berrante de Madalena”, “Velho Amor”, “Berrante Misterioso”, “Hoje Tá Fazendo Um Ano”entre outros.
Com o falecimento do Silveirinha em 1993, Silveira decidiu seguir mais adiante com a carreira musical e formou uma nova dupla com seu outro irmão, o Nicanor, e em 1997, foi lançado o CD “Os Irmãos Silveira”. Silveira faleceu em 1999. 
Levando em frente o legado histórico da dupla Silveira & Barrinha, Osmar Barros, filho do Barrinha viaja todo o Brasil com algumas poesias, fotos, troféus e canções de seu pai. 
Amigos, semana que vem tem mais histórias sobre a nossa musica sertaneja, grande abraço.

(*) Luiz Henrique Pelícia (Caipirão) tem o programa ‘Clube do Caipirão’ na Rádio Ativa FM 93,5 - segunda a sexta das 04:00 as 06:30 da manhã, domingo das 05:00 as 10:00 horas - www.clubedocaipirao.com.br . Caipirão escreve as terças-feiras para o DIÁRIO DE PENÁPOLIS

Luiz Henrique Pelícia (Caipirão) (*)



© Copyright 2020 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.