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10/08/2019
Eu votei no Bolsonaro porque...
Eu votei no Jair Messias Bolsonaro porque ele prometeu uma nova política, um jeito novo de governar, de uma forma que a maioria dos brasileiros gostaria de ver, sem compadrio, sem alianças espúrias, de respeito ao erário, rígido no gasto público, com uma equipe de notáveis.
Eu votei no Bolsonaro porque ele prometeu não nomear para cargos da provisão da presidência: aliados políticos ou seus indicados (afilhados políticos), nem indicados por amigos pessoais ou gurus que sequer morem no Brasil e nem parente algum. Somente seriam considerados os que estivessem aptos aos cargos e nomearia pessoas de notório saber. Mesmo porque ele se considerava um militar e político e não entender de mais nada, exceto escolher pessoas.
Infelizmente, ele não cumpriu, ouviu o guru que abandonou o Brasil para viver bem nos Estados Unidos da América, e este lhe indicou algumas personagens que nem conhecia pessoalmente e mostrou-se um desastre na pasta mais importante da nação: a Educação. Depois nomeou outro que confunde personagens históricas, não tem senso algum de prioridade para o ministério, não apresenta um plano de educação para melhorar as escolas, os professores, envolver os pais e a comunidade, melhorar infraestrutura e utilizar melhor os recursos financeiros.
Embora, pessoalmente, eu não seja contra ter um ou outro parente ocupando cargos de nomeação política, nossa sociedade é contra qualquer tipo de parente ocupar qualquer cargo da provisão, ponto final. Nem que o filho fosse extremamente competente, o que, claramente, não é, não tem experiência alguma em diplomacia, tem um inglês sofrível -comunica-se bem em inglês como o Lula em português-, apresenta um americanismo - emprestando o termo da Igreja Católica- imperdoável, além de ser fã do presidente Trump, algo inconveniente para um diplomata.
Eu votei no Bolsonaro porque ele prometeu que seria guiado pelos valores da honestidade e "res publica" e que respeitaria o Erário com uma administração austera sem benesses pessoais como fez na campanha. Que implantaria um controle de gastos e extinguiria estatais, como o Trem Bala e a TV Lula. Eliminaria cargos em comissão e privatizaria estatais. E, como consequência, reduziria impostos.
Tal qual na Revolução dos Bichos, o presidente altera suas “leis”. Lamentavelmente, disponibilizou helicópteros da presidência para transportar parentes -a recusa em explicar ainda piorou a atitude-, não extinguiu estatais, utiliza-se dos equipamentos do Estado para realizar agendas que não são do interesse público, etc.
Preocupa-me a inexperiência no setor público de seu guru da economia, Paulo Guedes, mas Meirelles também não tinha e foi um brilhante ministro, tirando o Brasil da depressão econômica que a Dilma criou. Infelizmente, mesmo tendo um ano para preparar um projeto, Guedes mostra amadorismo ao fazer projetos como a liberação do FGTS. Esquece-se que o país precisa, além de uma reforma educacional, um política econômica, de tributação, um projeto para criação de empregos, etc. Sem contar que o governo deve também uma reforma política.
E tantas outras coisas que o então candidato Bolsonaro prometeu e não cumpre, como as patacoadas que ele proferiu contra o INPE -serão tratadas em futuro próximo-. É preciso que os que o amam o coloque de volta aos trilhos que ele prometeu trilhar.
(*) Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano
Mario Saturno (*)
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