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ARTIGOS

14/05/2019

Música Sertaneja: Inezita Barroso

Imagem/Reprodução
Detalhes Not�cia

Amigo amante da música sertaneja, hoje nossa escrita é sobre a lendária Inezita Barroso, agradecendo nossa amiga jornalista e pesquisadora Sandra Peripato pelo apoio e pesquisa.
Inês Madalena Aranha de Lima nasceu em 04 de março de 1925 no Bairro Barra Funda na capital paulista.
Começou a cantar aos sete anos de idade. Aos nove, já admirava o poeta modernista Mário de Andrade, que morava ao lado de sua casa à Rua Lopes Chaves na Barra Funda, em São Paulo, a quem esperava passar todo dia enquanto brincava de patins. Aos 11 anos, começou a estudar piano.
Inezita fez faculdade de Biblioteconomia, pois tinha verdadeira adoração por livros.
Casou-se na década de 40 com um pernambucano e iniciou sua carreira cantando músicas folclóricas recolhidas por Mário de Andrade, na Rádio Clube do Recife. O nome Inezita Barroso surgiu de seu nome Inês que também era o nome de sua mãe, e Barroso era o sobrenome de seu marido.
Estreou como atriz no filme “Ângela”, de Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida, em 1950, pela Companhia Vera Cruz. No mesmo ano, estreou na Rádio Bandeirantes de São Paulo.
Em 1951, passou a atuar na Rádio Record, onde apresentou em 1954, o programa “Vamos Falar de Brasil”. Em 1955, recebeu novamente os Prêmios Saci, como melhor atriz, e Roquette Pinto, como melhor cantora de Música Popular. 
Em 1962, saiu da Record e começou a enfrentar dificuldades para fazer gravações, em virtude da manutenção intransigente de uma linha de trabalho da qual não abriu mão. Em 1969, recebeu um troféu do I Festival de Folclore Sul-Americano, na cidade de Salinas no Uruguai. Nos anos 1970, dedicou-se a viajar realizando pesquisas musicais, além de realizar recitais pelo interior do país e fazer gravações para programas especiais para diversos países, entre os quais, União Soviética, Israel e Estados Unidos. 
A partir de 1980, começou a apresentar o programa “Viola Minha Viola”, aos domingos, pela TV Cultura de São Paulo. Por essa mesma época, realizou recitais e conferências pelo Brasil, além de apresentar-se com Oswaldinho do Acordeon em shows do Projeto Pixinguinha. Em 1985, foi homenageada pela Escola de Samba Oba-Oba, de Barueri, em São Paulo, que cantou sua vida e obra em enredo de carnaval. No mesmo ano, após cinco anos sem gravar, lançou, pelo selo independente Líder, o LP “Inezita Barroso: A Incomparável”, cujo repertório foi escolhido pelos fãs. Nesse período, apresentou por cinco anos na Rádio Universidade de São Paulo o programa “Mutirão”. A partir de 1990, e durante nove anos, apresentou na Rádio Cultura AM o programa “Estrela da Manhã”, das cinco às sete horas da manhã. Em 1996, gravou com o violeiro Roberto Corrêa o CD “Voz e Viola”. Ficou conhecida como “A Rainha do Folclore” e é identificada com o que muitos definem como a “genuína música sertaneja”.
Inezita Barroso apresentou o tradicional Programa “Viola Minha Viola” da TV Cultura de São Paulo, durante 34 anos e meio. Ela se apresentou na terceira edição do programa. E daí para frente passou a comandar a apresentação do programa ao lado de Moraes Sarmento.
Em sua gloriosa carreira Inezita soma mais de 60 discos gravados entre 78 rpm, LPs, compactos e CDs. Em 2009 lançou seu último trabalho, intitulado “Sonho de Caboclo”, e em 2013 lança seu primeiro DVD. Foram lançados quatro livros contando sua vida. O primeiro por nome “A Menina Inezita Barroso” de autoria de Assis Ângelo, lançado em 2011, o segundo da Série Aplauso da Imprensa Oficial por título “Com a Espada e a Viola na Mão” de autoria de Valdemar Jorge, lançado em 2012, o terceiro lançado em 2013 com o título “Inezita Barroso - A História de uma Brasileira”, de autoria de Arley Pereira, e o quarto lançado em 2014, com o título “Inezita Barroso - Rainha da Música Caipira”, de autoria de Carlos Eduardo Oliveira. 
Como atriz, atuou em nove filmes: “Ângela” em 1950, “Destino em Apuros” e “Mulher de Verdade” em 1953, “O Craque” e “É Proibido Beijar” em 1954, “Carnaval em Lá Maior” em 1955, “O Preço da Vitória” em 1956, “Isto é São Paulo” em 1970, e “Desejo Violento” em 1978.
Foram inúmeros os sucessos que fez nestes anos todos, entre eles destacamos “Marvada Pinga” e “Lampião de Gás”. 
Faleceu em São Paulo/SP, em 08 de março de 2015, aos 90 anos. 
Semana que vem tem mais sobre a nossa música sertaneja, abração.

(*) Luiz Henrique Pelícia (Caipirão) tem o programa ‘Clube do Caipirão’ na Rádio Ativa FM 93,5 - segunda a sexta das 04:00 as 06:30 da manhã, domingo das 05:00 as 10:00 horas - www.clubedocaipirao.com.br . Caipirão escreve as terças-feiras para o DIÁRIO DE PENÁPOLIS

Luiz Henrique Pelícia (Caipirão) (*)



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